A FIFA está empenhada em promover a democratização da arbitragem de vídeo e, para isso, tem desenvolvido uma versão mais acessível e econômica do VAR tradicional. Trata-se do VAR light, uma tecnologia que já está sendo testada no Brasil.
Essa medida busca ampliar o alcance do VAR, permitindo que eventos de menor porte também possam usufruir dessa ferramenta tecnológica. Não custa lembrar, por exemplo, que até o ano passado a primeira fase do Campeonato Mineiro não contava com o auxílio da arbitragem de vídeo, o que já prejudicou o Cruzeiro em algumas ocasiões.
Segundo um documento divulgado pela FIFA, o VAR light pode proporcionar uma redução de custos de até 50% em comparação com o VAR convencional. O protocolo para os testes indica que o VAR light poderá ser utilizado com um mínimo de quatro câmeras e um máximo de oito, enquanto o VAR tradicional costuma contar com até 18 câmeras.
O que muda para o Cruzeiro com a decisão da FIFA?
Uma das principais diferenças entre os dois modelos é que o VAR light não oferece a opção de traçar linhas para verificar impedimentos, e também não possui um operador de replay. Nesse caso, o próprio árbitro de vídeo é responsável por realizar o trabalho.
Wilson Seneme, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, afirmou que assim que a FIFA definir as especificações finais do VAR light, a confederação adotará essa nova tecnologia. A princípio, o VAR light será utilizado em categorias de base, como sub-20 e sub-17, assim como em jogos do futebol feminino fora da principal divisão.



