O empate do Cruzeiro diante da Universidad Católica, pela fase de grupos da Libertadores, terminou cercado de revolta entre os jogadores da Raposa. Após o confronto no Chile, o zagueiro Fabrício Bruno disparou contra a arbitragem e criticou a expulsão de Arroyo no início do segundo tempo.
Na visão do defensor, o auxiliar Andrés Rojas teve influência direta na decisão. “O critério tem que ser para os dois lados. Talvez o juiz nem tenha visto, se dependesse dele, nem amarelo daria. Mas o bandeirinha quis ser protagonista e chamou atenção. Ele nem teve coragem de ver no VAR”, afirmou.
O zagueiro ainda comparou o lance com uma entrada sofrida por Gerson no primeiro tempo, quando o jogador adversário recebeu apenas cartão amarelo. “No início do jogo o Gerson levou um pisão no pé e ele só deu amarelo. Libertadores tem disso”, completou.
Mesmo atuando praticamente toda a etapa final com um jogador a menos, o Cruzeiro conseguiu segurar o empate fora de casa. A equipe mineira se mantém viva na briga pela classificação às oitavas de final da competição continental.
Com o resultado, a Raposa chegou aos sete pontos e segue na vice-liderança do Grupo D, atrás justamente da Universidad Católica pelo critério do confronto direto. O Boca Juniors aparece logo atrás, com seis pontos, deixando o grupo completamente aberto.
Fabrício Bruno enaltece desempenho do Cruzeiro
O zagueiro Fabrício Bruno valorizou o ponto conquistado diante das circunstâncias da partida e destacou a dificuldade de atuar fora de casa, em gramado sintético e com inferioridade numérica. “Tratando-se das circunstâncias do jogo, foi um ponto importante. Tivemos chances com 11 jogadores. Depois da expulsão ficou ainda mais difícil”, avaliou.
Agora, o Cruzeiro volta suas atenções para duas decisões importantes na sequência da temporada. Antes do duelo decisivo contra o Boca Juniors, na Bombonera, pela Libertadores, a equipe encara o Bahia pelo Campeonato Brasileiro e também disputa vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil diante do Goiás.



