Ex-Cruzeiro, Ariel Cabral quer retornar ao futebol argentino

Após 6 anos no futebol brasileiro, o volante Ariel Cabral, de 34 anos, quer retornar ao futebol argentino.

No ano passado, Ariel deixou o Cruzeiro após uma longa história junto ao clube celeste. Agora livre no mercado, o meia revelou ter recebido propostas do Chile, Paraguai e até mesmo do Brasil. Mas reforçou seu desejo de voltar ao seu país natal.

Em entrevista ao jornal Clarín, da Argentina, Ariel Cabral falou sobre suas experiências no futebol brasileiro, como por exemplo o rebaixamento do Cruzeiro em 2019.

“Apesar da dificuldade, a torcida acompanhou. Passei os momentos bons e ruins, inclusive sendo rebaixado. Houve muitas mudanças bruscas, fui quase o último a sair do barco. Mudaram desde empregados até o elenco. Fizeram uma renovação total. Agora o clube é uma empresa, a chegada de Ronaldo foi uma revolução. Tomara que ele vá bem”.

Ainda em relação ao futebol do Brasil, o ex-camisa 5 da Raposa falou sobre a qualidade dos jogadores, mas também identificou um problema nas táticas das equipes.

“Hoje em dia é muito difícil para um time argentino ganhar porque os brasileiros têm seleções e os clubes mais fortes. São dois times titulares. O Brasileirão é muito competitivo. Você vê um jogo e dá gosto, qualquer atacante pode definir um jogo e fazer coisas bem. Vai ser mais complicado que antes para um argentino ganhar a Libertadores. Antes tinham vantagem, agora está mais disputado.

Pode ser cultural, os brasileiros são muito bons, mas às vezes não dão muita prioridade à tática. Estão muito bem dotados tecnicamente, porém.”.

Ariel Cabral e a Aposentadoria

O último jogo de Ariel Cabral pelo Cruzeiro, marcou também a despedida de Rafael Sóbis do clube, e dos gramados.

Questionado sobre o assunto de aposentadoria, Ariel revelou que não pensa em deixar o futebol por agora.

“Não penso em me aposentar. Se eu ficasse no Brasil, jogaria até os 40 anos em bom nível. Um ano no Brasil vale por dois na Argentina. Se você jogar todo o calendário, chega a 80 partidas. É uma loucura”.

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