Economista explica importância da venda da SAF Cruzeiro para Ronaldo

Ronaldo Fenômeno anunciou a compra de 90% das ações do Cruzeiro no dia 18 de dezembro de 2021, pelo montante total de R$ 400 milhões. A Raposa é o primeiro clube-empresa no Brasil a usar o modelo Sociedade Anônima do Futebol (SAF), desde que foi aprovado pelo Congresso Federal no ano passado.

O ex-jogador e sócio majoritário do Cruzeiro Esporte Clube, não vive dias fáceis em sua nova posição como responsável pela equipe celeste.

Realizando seu terceiro ano na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, o time mineiro ainda possui uma dívida bilionária e passa por um de seus piores momentos, em 101 anos de história.

O economista César Grafietti, especialista no cenário de Banking e Gestão & Finanças do Esporte, em entrevista concedida ao SuperEsportes, explicou a importância da venda da SAF Cruzeiro ao Ronaldo.

“(A venda era) necessária, mas é complexo. A situação do Cruzeiro me parece a mais complexa. O clube precisava ser ‘refundado’, tal qual eu comentei quando caiu em 2019. Talvez o montante de recursos a ser aportado precise aumentar, talvez a transição seja mais lenta, há muitos desafios.

Basta ver a diferença de postura antes e depois da chegada do Ronaldo para entender a diferença entre as gestões associativas e profissionais. Para o torcedor, parece-me a única esperança, mas é preciso paciência”

Cruzeiro e a Crise Financeira

Na terça feira, dia 11 de janeiro, Ronaldo concedeu sua primeira entrevista como gestor do clube, e explicou a delicada situação financeira da instituição.

“O Cruzeiro tem que gastar somente aquilo que arrecada. O cenário hoje é bem complicado, com receitas de até os próximos dois anos já antecipadas e já gastas, então encontramos um cenário trágico no clube, mas temos que cuidar. O Cruzeiro é um paciente em estado grave, na UTI”.

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