É sabido por todos que Cruzeiro e Minas Arena estão em rota de conflito. Em favor do fato, tudo começou com a declaração da empresa de que alguns jogos decisivos do Campeonato Mineiro não poderiam ser realizados no Gigante da Pampulha. Logo em seguida, Ronaldo decretou que a Raposa não mandará suas partidas no Mineirão em 2023.
Deve-se destacar, no entanto, que a novela está longe de ter um fim. Aliás, um personagem surgiu na trama e pode causar uma reviravolta. Trata-se do governo do estado, que não vê com bons olhos a ideia de ficar sem jogos no Mineirão neste ano.
Onde o Cruzeiro vai jogar em 2023?
O fato é que, enquanto o martelo não for batido, o Cruzeiro segue analisando cenários para a temporada. Inicialmente, a expectativa do clube estrelado é para levar suas partidas ao Independência, caso não haja um desfecho positivo com o Gigante da Pampulha.
Além disso, um outro assunto voltou a ser ventilado nos bastidores do Cruzeiro: a Arena em Betim. Gabriel Lima, CEO da Raposa, não descartou a possibilidade, mas disse que ainda não há conversas em andamento para a construção do estádio.
Em entrevista ao canal do jornalista Samuel Venâncio, o dirigente celeste afirmou que, após um primeiro contato, as conversas com a prefeitura de Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte, não avançaram.
“A gente conversou com o Vittorio Medioli (prefeito de Betim) e com os secretários deles. Fomos até lá, vimos os projetos, tudo que eles tinham para falar. A possibilidade ainda existe, apesar de a gente não falar sobre isso há algum tempo”, disse.
Gabriel Lima fez questão de ressaltar que ainda acredita em um acordo com o Mineirão. Por outro lado, as partes se mostram irredutíveis em suas pedidas; isto é, caberá ao governo do estado apaziguar os ânimos e encontrar uma solução proveitosa.
“Eu acredito numa solução para o Mineirão. É isso que eu espero. Eu acredito que somos todos adultos e inteligentes suficientes para chegar numa equação que seja boa para todo mundo. Nós só temos que deixar os egos e os interesses de lado”, concluiu.



