Diretor revela possível saída de Ronaldo do Cruzeiro

Ronaldo Fenômeno anunciou a compra de 90% das ações do Cruzeiro no dia 18 de dezembro de 2021, pelo montante total de R$ 400 milhões. A Raposa é o primeiro clube-empresa no Brasil a usar o modelo Sociedade Anônima do Futebol (SAF), desde que foi aprovado pelo Congresso Federal no ano passado.

Após a assinatura oficial do contrato de compra, Ronaldo exigia novos ajustes e discutia assuntos fundamentais para se tornar dono em definitivo do clube. Uma das principais exigências, era a compra das Tocas da Raposa I e II, porém, qualquer negociação envolvendo imóveis sobre domínio do clube, deveria ser votada pelo conselho deliberativo.

Atualmente, mesmo que com polêmicas, o ex-jogador se firmou como dono do Cruzeiro, mas segundo Raphael Vianna, diretor financeiro da Raposa, o Fenômeno realmente cogitava deixar o time em caso de não acordo.

“Durante a diligência, a gente percebeu que precisava da autorização do conselho. Se os pontos não fossem aprovados, no início de abril, provavelmente a gente sairia da operação.

Para ter mais segurança legal, a gente pediu essa autorização, que era possibilidade de o Cruzeiro entrar em RJ (recuperação judicial) e RE (recuperação extrajudicial), que é algo bastante complexo, e as vendas dos centros de treinamento para a SAF, que antes seriam alugados. Foi feito em troca do pagamento da dívida tributária do Cruzeiro.”

Cruzeiro e a Crise Financeira

Na terça feira, dia 11 de janeiro, Ronaldo concedeu sua primeira entrevista como gestor do clube, e explicou a delicada situação financeira da instituição.

“O Cruzeiro tem que gastar somente aquilo que arrecada. O cenário hoje é bem complicado, com receitas de até os próximos dois anos já antecipadas e já gastas, então encontramos um cenário trágico no clube, mas temos que cuidar. O Cruzeiro é um paciente em estado grave, na UTI”.

Recentemente o dono da Raposa também comentou sobre a possibilidade de recuperação judicial no Cruzeiro.

“Na minha cabeça, a melhor saída é uma recuperação extrajudicial ou judicial. A gente pediu aos conselheiros do Cruzeiro que fossem aprovadas essas condições para que houvesse uma reconstrução de fato do clube. A recuperação é um instrumento legal para ajudar organizações que estão passando por momentos temporários de dificuldade financeira”

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