Despedida de Rafael Sóbis do Cruzeiro deixou o atacante revoltado

Quis o destino que a última vez que Rafael Sóbis entrasse em campo fosse com a camisa do Cruzeiro, que, após o Internacional, foi o clube onde o ex-atacante deixou o seu maior legado. Ao todo, foram 177 jogos pela Raposa, com 37 gols marcados e alguns títulos no currículo. Destaque, é claro, para as duas edições da Copa do Brasil, em 2017 e 2018. 

No entanto, Sóbis conquistou um outro “título” importante para o clube. O ex-atacante voltou ao Cruzeiro durante a temporada de 2020 e foi fundamental para evitar o rebaixamento celeste à Série C. Entrou em campo pela última vez no dia 25 de novembro de 2021, diante um Mineirão lotado. 

Era a última rodada da Série B daquele ano, e o Cruzeiro não brigava mais por nada. Porém, o Gigante da Pampulha estava em êxtase para o adeus de Rafael Sóbis. A Raposa enfrentou o Náutico. O jogo terminou empatado em 0 a 0, mas um lance daquela partida deixou o ex-atacante revoltado. 

Rafael Sóbis relembra despedida do Cruzeiro

Em recente entrevista ao jornalista Samuel Venâncio, Rafael Sóbis relembrou a emoção de ver o Gigante da Pampulha lotado, mas revelou também uma grande frustração daquele dia: o gol que o atacante Dudu “tirou dele”. 

“Filho da mãe! Ah, ia ser gol cara. Depois eu olhei pro goleiro e o goleiro olhou para mim e falou assim, ó: “Ia ser gol”. Tem gente que quer matar ele até hoje por causa disso. Ele não tem culpa, né? A bola bateu nele. Ele só estava no lugar errado, na hora certa”, brincou. 

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O lance aconteceu aos 36 minutos do segundo tempo, quando Rafael Sóbis fez boa jogada e bateu de fora da área. A bola parecia navegar em direção ao gol, eis que surgiu Dudu, que serviu de zagueiro do Náutico e rebateu a bola. 

Ainda em tempo, não custa lembrar que aquela partida também ficou marcada pela despedida de Ariel Cabral com a camisa celeste. O volante se tornou o jogador estrangeiro com mais partidas pelo clube. O que ninguém sabia, porém, é que o duelo contra o Náutico seria a despedida de um outro ídolo. Aquele dia foi a última vez que Fábio entrou em campo com a camisa do Cruzeiro.

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