A recente transferência do atacante Vitor Roque para o Athletico-PR, e agora sua confirmação no Barcelona, acendeu um alerta vermelho na gestão do Cruzeiro.
O jogador, que passou pelas categorias de base e pelo time profissional da Raposa, trouxe apenas R$24 milhões aos cofres do clube com sua negociação. Diante desse cenário, o Cruzeiro está determinado a evitar que casos semelhantes se repitam no futuro.
Cruzeiro busca fortalecer categorias de base e evitar perdas financeiras em transferências
Como parte de sua nova abordagem, o Cruzeiro já está tomando medidas concretas para fortalecer suas categorias de base. Somente no ano de 2023, o clube renovou os contratos de quatro jogadores promissores: Ruan Índio (16) e Robert (18), atacantes, e Ruan Santos (19) e Pedrão (19), zagueiros.
Essa iniciativa é resultado direto da transformação da gestão do clube para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
Com Ronaldo Nazário atuando na gerência, o Cruzeiro está direcionando maior atenção e recursos para suas categorias de base, buscando fortalecer sua estrutura financeira.
Em 2022, o clube foi reconhecido como o quinto clube que mais investe na base em todo o país, tendo destinado cerca de R$82 milhões para o desenvolvimento dos jovens talentos.
Essa mudança de enfoque demonstra o compromisso do Cruzeiro em construir uma base sólida para o futuro.
O Cruzeiro está empenhado em melhorar suas instalações para fortalecer suas categorias de base e impulsionar o futebol feminino. Um exemplo disso é a renovação e remodelação da Toca da Raposa I, que incluiu a construção de campos sintéticos nos dois Centros de Treinamento.
Ronaldo Nazário, em sua gestão, expressou recentemente o desejo de levar as categorias de base e o futebol feminino para a Toca da Raposa II, proporcionando um ambiente ainda mais adequado e profissional para o desenvolvimento dos talentos.
Além disso, o Cruzeiro está adotando uma abordagem cautelosa ao renovar os contratos de alguns jogadores da base. O objetivo é evitar que futuras negociações resultem em lucros abaixo do potencial.
Ao segurar jogadores formados na própria base, o clube pretende obter um retorno satisfatório pelos investimentos feitos até o momento. Essa estratégia visa não apenas proteger os ativos do clube, mas também maximizar o valor gerado pelas transferências futuras.



