Após conquistar o título da Série B do Brasileirão, a diretoria do Cruzeiro se debruça com afinco no mercado da bola. O objetivo é montar um time capaz de competir na elite nacional do ano que vem. Sabe-se, porém, que nenhuma contratação estratosférica deve ser feita por parte do clube estrelado para a próxima temporada.
No entanto, os rumores, por vezes, podem fugir da alçada do real. Recentemente, alguns nomes ganharam força entre a torcida celeste. O caso de Everton Ribeiro e Marinho, ambos do Flamengo. As contratações, no entanto, estão fora dos planos da diretoria estrelada.
De acordo com o jornalista Jorge Nicola, a chance de o Cruzeiro contratá-los na próxima temporada é, literalmente, zero. Isso porque, tanto Everton Ribeiro quanto Marinho têm vínculo com o Flamengo até dezembro de 2023 e, além disso, o rubro-negro não teria a mínima intenção em se desfazer dos jogadores, em especial do meio-campista.
Nada mais justo, afinal, Everton Ribeiro, desde a chegada de Dorival Júnior no comando do Flamengo, retomou o bom futebol. O jogador, inclusive, foi decisivo nas conquistas da Copa do Brasil e da Libertadores, com assistência para os gols do clube carioca.
Everton Ribeiro não faz parte dos planos do Cruzeiro
A questão contratual, aliás, está longe de ser a única barreira imposta ao Cruzeiro. A dupla, por exemplo, recebe salários fora da realidade celeste. Everton Ribeiro embolsa cerca de R$1,3 milhão ao mês, pouco mais do que Marinho, que tem vencimentos de R$1 milhão.
Para se ter uma ideia, o Cruzeiro trabalha com a projeção de ter uma folha salarial em 2023 na casa de R$6 milhões, o dobro do atual time que garantiu o título da Série B e, por lógica, o acesso à elite nacional, que custa pouco mais de R$3 milhões por mês.
Pedro Martins, diretor executivo de futebol do Cruzeiro, comentou, em entrevista recente, quais são os objetivos do clube para 2023. De acordo com o executivo, trata-se de um ano de estabilização para a Raposa. Ele garantiu, porém, um time competitivo.
“A gente vai trabalhar para que o clube tenha um ano estável, consiga fazer um ano que não sofra, para que a gente consiga, além de não cair, buscar quem sabe, exceder a nossa limitação financeira, mas trabalhar com pouco recurso e o máximo de eficiência”, disse.



