O Cruzeiro está preparando uma bela surpresa para seu rival, o Atlético-MG. O Galo, que aguarda seu novo estádio ficar pronto após atrasos e orçamento ultrapassado, definiu a data de finalização das obras (dezembro) e do evento de inauguração, marcado para o dia 25 de março do próximo ano.
A arena está sendo construída no bairro Califórnia, em Belo Horizonte, e no ano de inauguração o Cruzeiro quer dar um presente especial ao Atlético. Buscando reforços para a Série A em 2023, a Raposa pretende vencer o rival, no primeiro clássico estadual na Arena MRV e deixar marcado na história a derrota do Galo, na casa nova.
O time de Paulo Pezzolano vai chegar para a temporada de 2023 com uma excelente campanha na Série B de 2022 e com reforços no elenco que prometem incomodar os demais clubes. Apesar do Cruzeiro ser cauteloso no planejamento da próxima temporada, terá totais condições de perseguir bons resultados.
Atrasos nas obras da Arena MRV e orçamentos estourados
Em entrevista para o site SuperEsportes, concedida no primeiro dia deste mês, o CEO do Atlético-MG, Bruno Muzzi, reconheceu os atrasos para a entrega das obras, mas disse que isso não terá impacto na inauguração.
“A gente deve ir até dezembro, estender um pouquinho. Depois tem uma operação assistida da construtora. Isso não impacta os eventos de inauguração, eles estão marcados. A gente precisa dar sequência ao processo de licenciamento. A grande questão é a obtenção das licenças para que a gente possa funcionar”, disse o CEO.
Bruno Muzzi também comentou que o Galo pretende implementar telas digitais no estádio novo, onde seriam transmitidos anúncios dos patrocinadores com o intuito de gerar mais receita ao clube. Acontece que o orçamento para a construção da arena foi estourado em mais que o dobro (de R$ 410 milhões iniciais para R$ 950 milhões atuais), e o clube não sabe de onde tirar dinheiro para tal tecnologia.
“O custo eu ainda não sei. Estão avaliando. Não temos recursos para fazer isso. Estamos avaliando se existe uma possibilidade de fazer uma divisão de receitas. O que eu conseguir de receitas com essas telas, a gente pode dividir para pagar o investimento. Mas ainda é embrionário. É uma coisa que em 100% dos estádios dos Estados Unidos têm. Até os estádios pequenos”, explicou Muzzi.



