O trabalho de Tite no Cruzeiro segue rendendo críticas por parte da torcida. Após amargar duas derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro, a equipe decepcionou novamente com um empate em 2 a 2 contra o Mirassol, fora de casa, na terceira rodada.
Com o resultado negativo, a Raposa chegou a marca de cinco derrotas, quatro vitórias e um empate desde que o ex-treinador da Seleção Brasileira assumiu o comando técnico do clube em dezembro de 2025. Não à toa, o início ruim já está rendendo pedidos de demissão nas arquibancadas do Mineirão.
Embora ainda não tenha definido a saída de Tite até o momento, a diretoria do Cruzeiro conta com um trunfo a seu favor caso opte por encerrar a passagem do comandante pela equipe nas próximas semanas. Isto é, o fato de que Tite pode ser mandado embora à custo zero.
Isso porque o contrato do técnico com o clube não prevê o pagamento de uma multa rescisória por demissão. Apesar de ser um fator comum em vínculos empregatícios no futebol, a opção de não incluir um valor na cláusula de rescisão contou com o aval do próprio Tite.
Por que Tite pode ser mandado embora de graça?
A exclusão da multa surgiu como solução para resolver o principal impasse durante as negociações com o substituto de Leonardo Jardim em dezembro. Na época, a diretoria cruzeirense buscava um acordo por duas temporadas, até o fim de 2027, enquanto Tite optava por um vínculo mais curto, somente até dezembro deste ano.
Como resultado, a alta cúpula cruzeirense chegou a um acordo para conceder o tempo de contrato exigido pelo técnico em troca de zerar a multa rescisória para uma possível demissão.



