Na noite de sábado (29), o Cruzeiro divulgou, por meio do site oficial, os detalhes da atuação histórica na transferência internacional da jogadora Fernanda Vieira Baptista, mais conhecida como Tipa. O clube conseguiu que ela entrasse em campo, mesmo com o regulamento não permitindo esse tipo de ação fora do período estipulado.
A jogadora, de 28 anos, atuava no Familacão, de Portugal, e foi anunciada pelo time celeste em setembro, período em que a janela de transferências intercontinentais estava fechada. Pela regra da FIFA, esse tipo de movimentação só pode acontecer em dois momentos anuais. Em 2022 as datas eram: A primeira janela no período de 11 de janeiro a 4 de abril e a segunda, entre 3 de julho e dois de agosto.
A partir de janeiro de 2021, passou a valer uma exceção ao regulamento. Pelo artigo 6, parágrafo 1a, no futebol feminino, uma atleta pode ser registrada em período de janela fechada quando ela precisar substituir outra jogadora que esteja em licença maternidade. E foi o que aconteceu no time estrelado.
Pâmela Faria, de 33 anos, está de licença maternidade por conta do nascimento da filha Sarah, que aconteceu em agosto deste ano. Apesar do clube ter sondado a Tipa com certa antecedência para o lugar de Pâmela, as negociações só foram concluídas quando a janela de transferência já estava fechada.
Ação do Departamento Jurídico do Cruzeiro e análise das funcionárias envolvidas
O Departamento Jurídico e de Registro do Cruzeiro agiu de maneira altamente profissional e capacitada para que a atuação da Tipa fosse aprovada. Várias pessoas colaboraram nesse processo. Marcos Lima e João Pedro Castro, advogados do clube, a coordenadora Bárbara Fonseca e a diretora Kin Saito. O processo foi realizado em conjunto com a área área Players’ Status, Legal and Compliance da FIFA.
“A atleta estava sendo mapeada pelo clube há alguns meses por atuar em uma posição carente para o atual elenco. As tratativas com o Famalicão, infelizmente, só se concretizaram após o fechamento da janela e foi o momento de contar com o apoio massivo do Departamento Jurídico para alinhar as possibilidades. Sabíamos dos riscos de não ser aprovado pela FIFA por ser um movimento pioneiro, e fomos descobrindo em cada etapa quais documentos e argumentos precisaríamos para concretizar a operação. Vale dizer quão importante também foi cumprir todos os nossos compromissos com a Pâmela, atleta em licença maternidade”, explicou Bárbara Fonseca.
“Esse caso simboliza o que estamos construindo no Cruzeiro: diálogo interno sólido e estratégico entre diferentes áreas, como foi o caso entre Futebol, Jurídico e Registro, e também uma grande atenção às normativas externas, como foi o caso da FIFA. Além disso, temos consciência de como o tema maternidade demanda um olhar cuidadoso dos clubes e sabemos a importância do nosso papel nesse processo”, completou Kin Saito, diretora de futebol feminino do Cruzeiro.



