O Cruzeiro viveu um cenário financeiro preocupante na temporada de 2025. Com isso, o empresário Pedro Lourenço, o Pedrinho BH, voltou ao centro das atenções. Em meio a um prejuízo de R$ 114,9 milhões, o principal acionista da SAF precisou abrir o bolso e colocar R$ 269 milhões no clube.
Mesmo com uma receita bruta expressiva de R$ 685,3 milhões – bem acima dos R$ 465,6 milhões do ano anterior – o Cruzeiro não conseguiu fechar o caixa no azul. O principal motivo foi o aumento agressivo dos investimentos no futebol.
Os gastos totais saltaram para R$ 680,2 milhões, impulsionados principalmente pela folha salarial e direitos de imagem, que atingiram R$ 362 milhões, um crescimento de 80% em relação a 2024. Além disso, o clube investiu pesado em contratações, com R$ 364 milhões aplicados em jogadores.
Diante do desequilíbrio, a solução veio da Tara Sports, empresa que controla a SAF e pertence à família de Pedrinho. O aporte total de R$ 269 milhões foi dividido em duas frentes: R$ 156,3 milhões como adiantamento para aumento de capital e R$ 112,8 milhões em forma de empréstimo.
Um dos pontos positivos do balanço foi o salto nas receitas comerciais, especialmente com patrocínios, que passaram de R$ 50,7 milhões para R$ 280 milhões. Ainda assim, o crescimento não foi suficiente para acompanhar o ritmo dos gastos.
Pedrinho garante investida no Cruzeiro
O cenário evidencia um ponto central: o Cruzeiro depende diretamente do aporte de seu principal acionista para sustentar o atual modelo de investimento. Sem a intervenção de Pedrinho, o clube teria enfrentado um déficit ainda mais preocupante.
Nos bastidores, a leitura é clara: o Cruzeiro cresce em receita e ambição esportiva, mas ainda precisa encontrar equilíbrio para que os números deixem de depender exclusivamente do bolso do dono.



