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Clubes percebem sucesso do Cruzeiro e devem seguir passos da Raposa

João Valença Por João Valença
25/08/2022
Ronaldo

Ronaldo

Neste mês de agosto, a lei da SAF completou um ano desde que foi redigida no Congresso Nacional. O mecanismo facilitou que clubes pudessem se tornar empresas no Brasil. O modelo de gestão que, há muito, é visto no mundo afora, vem dando resultados internos. 

Talvez o Cruzeiro seja o melhor exemplo disso. O clube estrelado, desde que foi rebaixado, navegou à deriva do acaso, em duas temporadas pífias na Série B do Brasileirão. Sob o comando de Ronaldo, a Raposa se reestruturou dentro de campo e hoje desliza em águas mansas com direção à elite do futebol nacional. 

Além do Cruzeiro, o Vasco e o Botafogo são outros gigantes que aderiram ao modelo de Sociedade Anônima do Futebol. Contudo, nem sempre a venda de um clube representará o sucesso. O Glorioso, por exemplo, ainda sofre com a gestão de John Textor. 

O empresário tem dinheiro, mas parece não saber usá-lo. Clubes das Séries A e B também criaram SAFs, porém, buscam captar investimentos. O caso de Coritiba, Cuiabá, América, Paraná e Figueirense. Destaca-se que há diversos modelos de uma Sociedade Anônima do Futebol

Os modelos da SAF no Brasil

Claudio Pracownik, CEO do banco BTG, afirmou que o modelo veio para ficar. “A SAF tende a ser um modelo preponderante porque ela traz dentro de si a ideia da governança. Para você atrair capital privado é preciso ter governança profissional, compliance e tudo mais. Capital privado não entra em modelo associativo a não ser que seja uma ONG”, apontou. 

O especialista ainda detalhou alguns modelos das SAFs no mundo. Desde investidores que buscam resultados a longo prazo, passando por marcas e empresas que querem crescer no mundo esportivo, e até empresários de olho na receita com a venda de jogadores, por exemplo. 

“Esse mercado secundário, que é a venda posterior do clube, ainda não existe. O mercado ainda está longe desse grau de maturidade. Estamos começando o primeiro degrau, que é quando o investidor compra e até você deixar tudo organizado, com técnica e precificações adequadas definidas, ainda vai demorar”, explica Pracownik. 

Tags: Cruzeiro
João Valença

João Valença

Escritor formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Natural de Belo Horizonte - MG, pode-se dizer que o autor estima, de fato, a palavra. Apaixonado por literatura e jornalismo, encontrou no futebol a união entre os dois mundos. Afinal, a poesia existe nos fatos memoráveis, como em um domingo de clássico.

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