Uma medida que vem sendo feita na Copa do Mundo do Catar deverá ser adotada também nos jogos realizados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e poderá afetar ao Cruzeiro e outros times do Brasil. Em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, o presidente da comissão de arbitragem da CBF, Wilson Seneme, garantiu que os jogos no país também terão mais tempo de acréscimos.
No Catar, foi comum acompanharmos as partidas com longo tempo de acréscimos. Em um jogo apitado por Raphael Claus, o juiz brasileiro chegou a acrescentar 14 minutos na segunda etapa. Essa novidade adotada na Copa do Mundo de 2022 tem tudo para se tornar uma tendência no Brasil e em outros países do mundo. Seneme explicou à Rádio Itatiaia que a ideia da Fifa é ser mais justo com a reposição do tempo em que a bola fica parada, assim como coibir a cera dos jogadores também é uma intenção.
“É uma tendência esse maior rigor. Não só em relação às perdas de tempo grandes do jogo. Mas também os arremessos laterais, a demora no tiro de meta, a chamada cera. A Fifa tem demonstrado essa preocupação. É entregar para o público uma quantidade maior de bola rolando. É um desafio para o Campeonato Brasileiro. Já tivemos aumento nos tempos de acréscimos em 2022 e em 2023, provavelmente, a gente vai trabalhar com números maiores”, disse.
Juiz do Brasileirão é criticado
A arbitragem do brasileiro Wilton Pereira Sampaio tem sido alvo de críticas por parte dos ingleses após a derrota da Inglaterra por 2 a 1 para a Franças nas quartas de final da Copa do Mundo, resultado que culminou na eliminação dos britânicos. Apesar disso, o juiz segue no Catar e poderá ser escalado para as próximas partidas.



