O Atlético-MG está sendo investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por ter recebido um investimento que supostamente envolve uma das maiores facções criminosas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação é do jornalista Rodrigo Capelo.
Segundo a reportagem publicada no ‘Estado de São Paulo’ nesta sexta-feira (17), o MP investiga dois fundos de investimento, com valores usados pelo banqueiro Daniel Vorcaro, para adquirir parte da SAF do Galo. O inquérito faz parte de um desdobramento da ‘Operação Carbono Oculto’.
O aporte feito pelo banqueiro, para comprar as ações da Galo Holding, é supeito de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio do PCC. Entre os anos de 2023 e 2024, Daniel Vorcaro investiu cerca de R$ 300 milhões, de forma parcelada, para adquirir 20,2% da SAF do Atlético. Ele é dono do Banco Master.
Aporte em SAF do Atlético é investigado pelo MP de SP
Em nota, o Atlético disse que não tem conhecimento de qualquer irregularidade. Daniel Vorcaro só fica atrás da família Menin no que diz respeito às ações do Atlético. Vale ressaltar que o clube alvinegro não é alvo de qualquer investigação por parte do órgão público. Veja a nota a seguir:
“O Galo Forte Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia é um veículo de investimento devidamente constituído e regular perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”), sob administração da Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários LTDA. A Trustee é uma empresa igualmente registrada perante a CVM. Referido fundo figura como acionista da Galo Holding S.A., contexto no qual o Atlético não tem conhecimento de quaisquer irregularidades.”



