Com 13 anos de passagem pelo Cruzeiro, Raul construiu uma carreira marcada por títulos e se tornou uma das figuras mais importantes da história do clube mineiro. Após encerrar a trajetória como jogador, o ex-goleiro retornou à instituição para atuar nas categorias de base, mas acabou desligado em janeiro de 2020, durante o período de grave crise financeira vivido pelo clube antes da transformação em SAF.
Desde a saída, Raul passou a fazer críticas à condução administrativa do Cruzeiro e demonstrou insatisfação com algumas decisões tomadas pela gestão da instituição. Durante sua saída do Cruzeiro, em 2020, Raul chegou a questionar publicamente a decisão do clube. Na época, revelou que recebia R$ 12 mil mensais, além de R$ 2 mil de auxílio-moradia, e demonstrou surpresa com o desligamento.
“Meu salário era R$ 12 mil, 12 e pouco, tinha um auxílio moradia para justificar, que era de R$ 2 mil e pouco. Meu salário era ridículo, pelo que eu represento para o clube, pelo que eu trazia para o clube. Então, meu salário não iria incomodar ninguém.”
“Você acha que o Ronaldo quer ser campeão mineiro? Quer ser campeão brasileiro? Quer ser campeão da Libertadores? É claro que quer, mas você acha que isso é fundamental para ele? Claro que não, ele quer é ganhar dinheiro, como qualquer um, até eu se for lá comprar o clube. E eles compram o clube sem pagar um tostão.” – disse, à época.
Lenda celeste
Dentro de campo, o legado de Raul permanece entre os maiores da história celeste. O ex-goleiro disputou 557 partidas pelo Cruzeiro, número que o coloca como o quinto jogador com mais atuações pelo clube. Entre os goleiros, está atrás apenas de Fábio, recordista em jogos pela equipe mineira.
Pela Raposa, Raul participou de conquistas históricas, como a Taça Brasil de 1966, título reconhecido posteriormente como Campeonato Brasileiro, e a Copa Libertadores de 1976, a primeira da história do Cruzeiro. Mesmo com a relação atualmente marcada por divergências, o ex-jogador segue como um dos nomes mais importantes da trajetória do clube.



